Trabalhadores de parque eólico suspeitos de fogo

Trabalhadores da empresa de construção do parque eólico do Cachopo foram constituídos arguidos, por suspeita de serem os culpados do incêndio que consumiu mais de 26 mil hectares de mato no Algarve, em julho, disse à Lusa fonte judicial.

O caso ainda está a ser investigado pela Polícia Judiciária e foi objeto de peritagens logo a seguir ao fogo que consumiu grande parte dos concelhos de Tavira e São Brás de Alportel, entre 18 e 22 de julho.

Segundo a mesma fonte, o primeiro foco de incêndio surgiu na sequência de uma queimada de combustão lenta que os funcionários da empresa estariam a fazer numa clareira junto a um poste de transporte de energia.

O tipo de queimada em causa implica a queima de grandes quantidades de lenha no interior de um monte de terra e normalmente é utilizado para produzir carvão, embora esteja proibido por lei.

O incidente que provocou o fogo ter-se-á dado quando o cume do monte de terra abateu sobre a lenha em combustão, provocando o que os peritos chamam "efeito vulcão", que projeta chispas a vários metros de distância, disse a mesma fonte.

O foco inicial do incêndio terá começado a cerca de 30 metros da queimada, devido a fagulhas lançadas pela queima, à hora de almoço de dia 18 de julho, possivelmente num momento de descuido por parte dos autores da queimada.

De acordo com a mesma fonte, foram os próprios trabalhadores da empresa de construção -- que se encontravam a colocar cabos entre os postes de transporte de energia -- que chamaram os bombeiros.

O caso continua em investigação e ainda não há conclusões definitivas, disse a fonte, que não informou quantos trabalhadores foram constituídos arguidos.

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