Trabalhos até extinção do fogo podem levar vários dias

Os trabalhos para extinguir o incêndio que lavra desde quarta-feira no Algarve podem durar vários dias, disse no sábado à Lusa o segundo comandante nacional da Proteção Civil, junto ao posto de comando móvel situado em São Brás de Alportel.

"O incêndio está dominado e acreditamos que já não alastrará, até porque os meios vão manter-se no terreno. Mas até entrarmos noutra fase poderá levar mais tempo do que aquele que foi preciso para ser dominado", afirmou José Codeço.

O fogo deflagrou na quarta-feira em Catraia, na freguesia de Cachopo, concelho de Tavira, e alastrou várias dezenas de quilómetros até às portas da São Brás de Alportel, tendo sido declarado com dominado cerca das 18:00 de sábado.

O segundo comandante nacional da Proteção Civil considerou que a probabilidade de a área afetada pelas chamas se alargar é muito reduzida, "até porque os meios vão manter-se no terreno" para precaver essa eventualidade.

A duração dos trabalhos até que o incêndio seja declarado como extinto vai também depender, segundo o responsável operacional, de vários fatores, nomeadamente das condições meteorológicas que se vão fazer sentir no terreno.

"O ideal era um dia de chuva ou uma noite de chuva, para não prejudicar o turismo", acrescentou.

O fogo destruiu uma ampla área da serra algarvia, tendo destruído à sua passagem áreas florestais com sobreiros, azinheiras e pinheiros, assim como habitações, nos concelhos de Tavira e São Brás de Alportel.

Na noite e na madrugada de sábado o fogo esteve mesmo às portas de São Brás de Alportel, tendo obrigado à retirada dos residentes de zonas como Almargens ou Tareja.

Na madrugada e noite de sexta-feira já tinha estado a 50 metros de Cachopo, localidade situada a cerca de 40 quilómetros da sede de concelho, Tavira.

O presidente da Câmara de Tavira, Jorge Botelho, estimou a área ardida no município em cerca de um terço da área total do concelho e mais de 20 mil hectares e pediu ao Governo que declarasse o estado de calamidade pública.

As chamas estão a ser combatidas por cerca de 1.000 operacionais, com perto de duas centenas de veículos, e durante o dia chegaram a operar 13 meios aéreos.

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