Segundo comandante nacional recusa falta de coordenação no combate aos fogos

O segundo comandante nacional da Proteção Civil recusou hoje que tenha havido falta de coordenação no combate ao incêndio que desde quarta-feira lavra na serra algarvia, sublinhando que houve "situações que impossibilitaram" o seu domínio. José Codeço deu hoje este incêndio como dominado.

O incêndio florestal, que deflagrou em Tavira e se estendeu a São Brás de Alportel foi hoje à tarde declarado como dominado e a probabilidade de a área afetada pelas chamas se alargar "é muito reduzida", segundo o responsável.

"Nunca houve, do meu ponto de vista, falta de coordenação, houve situações que impossibilitaram o domínio do incêndio", referiu, observando que nos Estados Unidos há fogos que duram semanas.

Os autarcas dos concelhos envolvidos, São Brás de Alportel e Tavira, apontaram algumas falhas na coordenação das operações, o que conduziu, no seu entendimento, a que o incêndio se propagasse muito rapidamente.

Segundo José Codeço, o incêndio progrediu por razões derivadas das condições climatéricas e da orografia da região do Algarve, que é "complicada".

"Há condições propícias para o desenvolvimento destes grandes incêndios. Felizmente não acontece na grande maioria dos casos, em termos de percentagem é uma percentagem diminuta", concluiu.

Apesar de o incêndio ter sido dado como dominado, existem ainda focos que merecem especial atenção, a norte do concelho de São Brás de Alportel e na zona junto a Cachopo, em Tavira.

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