Pinheiro da Cruz em estado de alerta

Está instalado um ambiente de cortar à faca entre reclusos e guardas prisionais no presídio de Pinheiro da Cruz, depois do motim da manhã de terça-feira, que terminou com disparos de balas de borracha, desferidos por elementos do Grupo Intervenção dos Serviços Prisionais (GISP).

A tutela assegura que não há feridos, contrariando o que é dito pelos familiares dos presos, que garantem já ter visto ferimentos de balas nas pernas de alguns detidos, que terão necessitado de tratamento hospitalar

Segundo o DN apurou, a cadeia alentejana mantém medidas de segurança mais apertadas do que é habitual no estabelecimento, prevenindo eventuais novos desacatos. A rixa, que envolveu cerca de 30 reclusos, terá traduzido a revolta dos presidiários contra um alegado espancamento de dois detidos na segunda-feira, de acordo com a denúncia de familiares. Uma versão que não é confirmada nem desmentida pela Direcção- -Geral do Serviços Prisionais, que se limita a reconhecer ter havido perturbação da ordem, que obrigou à presença do GISP, tendo sido, entretanto, aberto um inquérito interno para tentar apurar as razões do motim.

Foi já no refeitório, horas depois, que os confrontos se agudizaram, tendo havido agressões que levaram à intervenção do GISP. As famílias relatam, com base nos testemunhos dos reclusos, que cerca de cem detidos foram espancados com recurso a bastões e armas de choque, tendo alguns sido atingidos com munições de borracha.

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