Monsanto terá alojamentos de ecoturismo no fim de 2012

A partir do final de 2012 vai ser possível dormir no Parque Florestal de Monsanto, em Lisboa, em alojamentos de ecoturismo que vão nascer em casas de função, viveiros e na desocupada residência oficial do presidente da câmara.

A data foi apontada hoje pelo vereador do Ambiente e Espaços Verdes, José Sá Fernandes (independente eleito na lista do PS), durante as comemorações do Dia Mundial da Floresta, celebradas naquele que é o pulmão da capital. Segundo o autarca, prevê-se a disponibilização de um total de 45 camas e serão os vencedores do concurso público de concessão, que está a ser preparado para ser lançado em breve, a pagar os arranjos necessários.O presidente da autarquia, António Costa (PS), explicou que se chegou a ponderar várias utilizações para a residência oficial, inclusive a alienação, que afinal não é permitida pelo regime florestal.

O ecoturismo foi, assim, uma forma de "ter receitas complementares", criar uma nova forma de descobrir o parque e "recuperar património". A medida integra um pacote de medidas destinado a motivar um "upgrade" de Monsanto no período de um ano a um ano e meio. José Sá Fernandes adiantou que no primeiro trimestre de 2012 estará já instalada a nova sinalética daquele espaço verde, um investimento de 250 mil euros que irá acabar com um conjunto de placas "incompleto e desigual". Já as medidas de acalmia do tráfego custarão "um pouco mais" e vão implicar, por exemplo, a instalação de semáforos em cruzamentos, o fecho de algumas ruas e a redução das velocidades em zonas de atravessamento de pessoas.

"Há muitos sítios em Monsanto com muito tráfego e tráfego muito rápido", justificou. Este ano irá abrir, no já existente Espaço Monsanto, o Centro de Interpretação Ambiental, cofinanciado pelo Fundo Florestal Permanente no âmbito de um protocolo assinado hoje durante as comemorações. Outra infraestrutura do parque de 900 hectares vai acolher a União Budista, devendo o protocolo para essa instalação ser assinado em Abril. Também no próximo mês deverá ir a câmara e entrar em discussão pública o plano de gestão de Monsanto. Num prazo de 20 anos, prevê-se a substituição de 15400 árvores e a plantação de mais de cinco mil.

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