Ministro: Fecho de esquadras "não tem a ver" com troika

O encerramento de esquadras da PSP na capital, cuja proposta foi hoje apresentada ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML) pelo ministro da Administração Interna, "não tem nada a ver" com a troika, esclareceu Miguel Macedo.

Depois de garantir que a proposta de reorganização do dispositivo da PSP em Lisboa apresentada a António Costa "não é uma proposta fechada, longe disso", o ministro sublinhou: "Não estamos a buscar aqui qualquer poupança para a PSP ou para o Ministério da Administração Interna em relação a estas matérias. A 'troika' não tem nada a ver com isto".

"A única coisa que tem a ver com isto é nós podermos projetar para policiamento de proximidade mais elementos policiais do que aqueles que estamos a projetar neste momento", disse à imprensa, após uma reunião de duas horas com o presidente da CML, realizada hoje ao fim da tarde no Ministério da Administração Interna (MAI).

Segundo Miguel Macedo, a proposta "tem de ter em consideração vários aspetos", como "a distribuição territorial do dispositivo", ou "matérias que têm a ver com zonas sensíveis da cidade", bem como "atender a algumas situações existentes na cidade", do ponto de vista sociológico.

"É esse trabalho que importa fazer com a Câmara Municipal, mas também com as outras autarquias e juntas de freguesia, e que nós não deixaremos de fazer", indicou, reiterando que o MAI está "a fazê-lo de uma forma aberta, mas também determinada em fazer ajustamentos que são necessários".

Tais ajustamentos envolverão "com certeza" o encerramento de esquadras, admitiu o ministro da tutela, precisando: "Aquelas que entendemos que, do ponto de vista do dispositivo, da ocupação do território, de não terem matéria sensível do ponto de vista da segurança, devam fechar, vão fechar, com este princípio".

"Para termos uma esquadra aberta, nós temos de ter 14 ou 15 elementos em permanência dentro dessa esquadra. E temos um dispositivo que, em alguns casos, é desajustado: há esquadras a 500 ou 600 metros umas das outras. Temos de fazer um ajustamento, na busca de boas soluções que garantam mais segurança para as pessoas", sustentou.

Por sua vez, o presidente da CML indicou que o executivo camarário irá analisar a proposta, que "tem coisas interessantes", porque "visa reforçar quer as condições de trabalho dos polícias, quer a presença de polícias na rua".

"Isso é muito importante para reforçar o sentimento de segurança, porque o sentimento de segurança e o dispositivo policial não têm só a ver com instalações: também têm a ver com efetivos, com formas de policiamento de proximidade, têm a ver com um conjunto de matérias que são objeto de uma proposta global e que estão aqui a ser trabalhadas", observou.

António Costa adiantou que a CML vai "estudar esta proposta e ouvir as juntas de freguesia que são envolvidas" para apresentar "sugestões" ao MAI, manifestando-se "convencido" de que, em diálogo, se encontrará "uma solução que melhore o funcionamento da segurança da cidade de Lisboa".

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