Hospital de Lisboa Oriental deve avançar "mas não a todo o custo"

O ministro da Saúde reafirmou hoje o apoio do Governo à construção do futuro Hospital de Lisboa Oriental, ressalvando que este deve avançar "de uma forma consciente, mas não a todo o custo".

Paulo Macedo falava à agência Lusa após a cerimónia de tomada de posse da Comissão de Avaliação da Prossecução de Desenvolvimento do Projeto do Hospital de Lisboa Oriental, que foi seguida da primeira reunião deste grupo, presidido pelo ex-ministro da Saúde Luís Filipe Pereira.

Para o ministro da Saúde, "há um desejo de prosseguir, mas como é um projeto de centenas de milhões de euros, o Estado para avançar tem de ter a certeza de que o investimento é positivo para todos".

Paulo Macedo considera que este é também "um projeto atrativo", uma vez que "substitui [outras unidades de saúde existentes] com vantagens óbvias em tenros assistenciais e também de custos".

"A nossa vontade é prosseguir de uma forma consciente, mas não a todo o custo", disse.

Na cerimónia de tomada de posse da Comissão de Avaliação da Prossecução de Desenvolvimento do Projeto do Hospital de Lisboa Oriental, o ministro disse que chegou agora "o momento de avaliar qual a melhor solução dentro do atual quadro legal e financeiro, no sentido de se avançar com a construção" da nova unidade de saúde.

"O Governo quer materializá-lo com a brevidade possível, cumprindo com rigor as exigências legais aplicáveis, quer construí-lo num modelo técnico transparente, consistente e realista, um modelo que garanta a sua sustentabilidade e não se transforme num enorme compromisso para as gerações futuras", disse.

Após a tomada de posse como presidente da Comissão, Luís Filipe Pereira lembrou que a mesma "é efetuada num contexto difícil do país".

"Vivemos tempos difíceis e estamos confrontados com uma das maiores crises de que há memória, que atinge toda a sociedade portuguesa e o setor da saúde não está imune", disse.

Por esse motivo, disse, "é importante, e até imperativo, aumentar a eficiência do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com a racionalização de recursos, mantendo o objetivo de prestar cuidados de saúde à população".

Em declarações à agência Lusa, Luís Filipe Pereira disse acreditar que "este projeto vai aumentar a eficiência".

"Vamos ver se, no prazo que nos foi concebido (90 dias), conseguimos obter uma ideia clara quanto à comportabilidade orçamental deste projeto, que é um dos maiores do setor público nos próximos anos, e também a sua viabilidade económico financeira", adiantou.

A presidente do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), cujas unidades serão transferidas para o novo hospital, que faz parte da Comissão, disse à Lusa acreditar que o grupo "vai encontrar motivos técnicos e financeiros para o projeto avançar".

"Estou completamente convicta da necessidade absoluta de um novo hospital", disse Teresa Sustelo.

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