Estudantes defendem que praxes criam união e integram

Eram mais ou menos 18.00 quando cerca de uma centena de estudantes se concentrou na Praça do Comércio, em Lisboa, para dizer "sim" às praxes académicas. Isto, porque, garantem, ajudam à união e à integração.

Vestidos com os negros trajes académicos, cerca de uma centena de jovens de diversas universidades juntaram-se em torno da estátua equestre de D. José I. Acompanhados da viola, entoaram cânticos académicos e mostraram orgulho no ritual que, dizem, tem por fim dar as boas-vindas e ajudar a integrar os caloiros.

"Queremos demonstrar que a praxe não é algo mau. Ela proporciona um ambiente de união, sem violência ou cariz sexual", explicou aos jornalistas o estudante Frederico Campos, admitindo, no entanto, que por vezes há excessos.

Mas abusos "existem no Governo, na comunicação social, em todas as instituições. Só que esses não são divulgados." Frederico Campos deixou claro que "a ideia de uma praxe é a de integração" e que também "tem uma componente lúdica".

Os estudantes ali reunidos consideram que alguma comunicação social não só não está a passar essa mensagem, como está a denegrir a imagem dos universitários e daquilo que é uma praxe. Não escondem que estão revoltados com a forma como o tema das praxes tem sido tratado por alguns órgãos de comunicação depois da morte dos seis estudantes da Universidade Lusófona na praia do Meco, em dezembro.

Pedem para deixar para as autoridades policiais a averiguação daquilo que aconteceu na noite de 15 de dezembro, no entanto, não abandonaram a Praça do Comércio sem prestar uma homenagem os jovens que perderam a vida há pouco mais de dois meses. Silêncio e velas, foi aquilo que, prometeram ao DN ainda durante o dia, que iriam constar da referida homenagem.

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