Souto Moura defende ligação de Sines à Europa

O arquitecto defendeu esta segunda-feira que a "grande vantagem" do TGV seria a ligação do porto de Sines à Europa, sublinhando que para viajar entre Lisboa e Madrid há voos três vezes mais rápidos e baratos.

"A grande vantagem do TGV, pelo que eu entendi nas conversas e quando fiz o projecto [da estação de Évora], é fazer uma ligação de Sines [à Europa]. Sines é o grande porto onde sei que existe um projecto para o transformar num grande porto europeu de barcos chineses", referiu Souto Moura.

Em relação à ligação Lisboa-Madrid, Souto Moura insinuou que é desnecessária, porque os voos 'low cost' custam "três vezes menos e demora três vezes menos", afirmando: "Eu não vou a Madrid de TGV, porque é caro e demora. Eu vou a Madrid pela Ryanair".

Quanto à eventualidade, hoje noticiada pelo Público, de a estação de Évora ser suprimida e substituída por um projecto de menores dimensões, Souto Moura disse que não lhe foi comunicada qualquer alteração.

"No concurso, a estação tinha sete mil metros, depois passou a cinco mil, depois a dois mil. Se for um apeadeiro é bem-vindo, o que é preciso é fazer um projecto com lógica, não é pelo tamanho que estou empenhado", referiu.

Souto Moura comparou o projecto do TGV a um tango, "com um passo para a frente, dois passos para trás, e desafiou o Governo a tomar uma decisão de uma vez por todas sobre o projecto.

"Ou há TGV ou não há. Que digam de uma vez para sempre", afirmou, defendendo ainda que o TGV deve ser em bitola europeia, porque a ibérica "já deu".

O arquitecto, que falava em Vila Nova de Famalicão, à margem da apresentação do anteprojecto do novo edifício da Fundação Cupertino de Miranda, aproveitou para divulgar que hoje mesmo soube que ganhou um concurso em Milão, para a construção de umas torres na antiga feira daquela cidade italiana.

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