Sócrates desvaloriza reencontro com Costa: "Isso não é importante"

Para o ex-primeiro-ministro, o que verdadeiramente conta na inauguração do Túnel do Marão, onde se encontra, é o próprio túnel e o que ele significa para o país e para Trás-os-Montes.

"É um reencontro do país consigo próprio" porque quebra o isolamento do interior transmontano e porque, além do mais, "salva vidas" (segundo disse, em 2005 morriam em médias 22 pessoas por ano nas ligações Amarante-Bragança e doravante espera-se que essa média passe a uma vítima mortal ou mesmo zero).

Que seja do conhecimento público, Costa e Sócrates já não se encontravam desde 31 de dezembro, quando o primeiro o visitou no Estabelecimento Prisional de Évora.

Para José Sócrates, o facto de ter sido convidado pelo atual Governo para a inauguração do túnel - 5,7 quilómetros que fecharão definitivamente a ligação pela autoestrada A4 entre o Porto e Bragança - representa um "regresso da decência e da grandeza democrática".

Ele próprio, quando era primeiro-ministro, convidava para eventos como este governantes anteriores, mesmo de cores partidárias diferentes - algo que segundo disse o Governo de Passos não fez.

Comentando as afirmações ontem de Passos Coelho dizendo que se fosse primeiro-ministro não inauguraria esta obra, Sócrates criticou-o dizendo que o líder do PSD "não compreendeu o simbolismo" da obra e da sua conclusão.

O ex-PM e ex-líder do PS criticou ainda a classe política no seu todo por ter deixado de ter "coragem" para pronunciar "duas palavrinhas muito importantes: investimento público". No seu entender, a economia não crescerá sem investimento público porque "o investimento privado não chega".

No Facebook de um seu amigo foi colocado um texto de Sócrates com as suas reflexões sobre a conclusão do túnel e o que isso significa.

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