Sócrates desconhece existência de escutas ilegais

O primeiro-ministro afirmou não ter conhecimento de nenhuma escuta ilegal, considerando que o procurador-geral da República, Pinto Monteiro, não deixará de exercer as suas competências caso isso se verifique.

"O cometimento de crimes diz respeito à Procuradoria e tenho a certeza que o senhor procurador não deixará de fazer aquilo que é sua competência fazer se houver alguma escuta ilegal", afirmou José Sócrates aos jornalistas após o debate quinzenal no Parlamento.

"Não tenho conhecimento de nenhuma escuta ilegal. Como eu já fui vítima disso, se eu tivesse conhecimento, seria o primeiro a agir para que isso não exista", acrescentou, considerando ser "da maior gravidade" e "um caso muito sério" esse tipo de escutas.

"O que eu vejo, ao longo deste anos, é que nós podemos fazer escutas por casos que tenham pena prisão de três ou quatro anos, até escutas de casos que não parecem ter a gravidade que, por exemplo, o combate ao terrorismo tem", sustentou.

"Escutas nos jornais é um abuso contra o Estado de Direito, um abuso contra a lei e um abuso contra as pessoas, porque só a lei dá liberdade", argumentou.

O líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, tinha questionado o primeiro-ministro durante o debate quinzenal sobre as declarações do procurador-geral da República, Pinto Monteiro, acerca da prática de escutas ilegais, na entrevista dada ao Diário de Notícias.

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