Só 'milagre' evitaria maior saída de depósitos do BPN

O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) sustentou hoje que "só por milagre" seria possível suster uma maior saída de depósitos do Banco Português de Negócios (BPN), durante o período em que esteve nacionalizado.

A posição de Faria de Oliveira foi assumida na comissão de inquérito parlamentar sobre a nacionalização e privatização do BPN, depois de confrontado pelo deputado do PSD Afonso Oliveira com o facto de os depósitos deste banco terem caído 62 por cento entre 2009 e o final de 2011.

O presidente da CGD apontou um conjunto de fatores, desde a imagem do BPN à conjuntura internacional financeira, passando pela crise da dívida soberana nacional a partir de 2010, para explicar esses resultados.

"Vivendo o momento mais intenso de toda a crise financeira internacional, havendo manifestamente da parte dos depositantes uma procura de colocação de poupanças em instituições que conferissem confiança em termos de gestão, com os episódios em torno do BPN, só por milagre é que teria sido possível evitar maior saída de depósitos", sustentou o presidente da CGD.

Perante estas condições internas e externas, Faria de Oliveira defendeu que a saída de depósitos "foi tanto quanto possível sustida".

"Durante este período, toda a banca nacional e internacional estiveram sob fortíssima pressão. A banca portuguesa mostrou uma resiliência notável e, nas circunstâncias em que se procedeu à atividade do BPN, apesar de tudo também este banco teve um comportamento que se pode considerar francamente positivo", sustentou.

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