Ex-espião: Portugal vai defender interesses nacional, europeu e da NATO

EUA e 16 países da UE expulsaram quase uma centena de diplomatas russos, em apoio ao Reino Unido.

A decisão do Governo português sobre o "caso Skripal" está "em curso" e rege-se pela defesa dos interesses "nacional, europeu e da Aliança Atlântica", mas também pela "autonomia, prudência e firmeza", disse à Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros.

"A medida que em cada momento se revelar mais conforme aos interesses nacionais portugueses, aos interesses europeus e aos interesses da Aliança Atlântica, essa será a medida que nós tomaremos, porque são esses os três critérios: o nosso interesse nacional, enquanto país que fala com toda a gente no mundo e que tem uma enorme facilidade de contacto com todas as grandes regiões do mundo, e os interesses europeu e da Aliança Atlântica", afirmou hoje, em declarações à Lusa, Augusto Santos Silva.

Assim, as medidas que o Governo português decidir "sem precipitação, com autonomia, com prudência, mas também com firmeza", sublinhou o governante, "são as que melhor respondam a estes três critérios", acrescentou.

Os Estados Unidos e cerca de vinte outros países, entre os quais 16 da União Europeia (UE), anunciaram a expulsão, no conjunto, de quase uma centena de diplomatas russos dos seus territórios, em apoio ao Reino Unido.

Na semana passada, Londres expulsou 23 funcionários russos como represália pelo alegado envenenamento com um gás neurotóxico do ex-espião russo Sergei Skripal e da sua filha, em Salisbury (sudoeste de Inglaterra).

Em comunicado, o Governo português afirmou esta segunda-feira tomar "boa nota" da decisão concertada por vários Estados-membros da EU, mas defendeu que a "a concertação no quadro da União Europeia é o instrumento mais eficaz para responder à gravidade da situação presente".

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