Segurança Alimentar da ASAE sem líder há dois anos

Inspetores criticam "falta de estratégia" na área da segurança alimentar, sem qualquer subinspetor geral nomeado desde 2013. E apontam o caso da carne picada, com a Deco.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica tem uma direção incompleta há dois anos, precisamente porque falta nomear o subdiretor geral para a área da segurança alimentar (a direção é composta do inspetor geral e dois subdiretores gerais).

Mais grave ainda quando a segurança alimentar é o setor pelo qual o grande público melhor conhece a ASAE, seja através das inspeções a restaurantes, talhos e padarias, seja pela interdição do galheteiro e da colher de pau. Mas nem a ASAE nem o Ministério da Economia deram ontem uma explicação válida ao DN para a demora na escolha do subinspetor geral.

A consequência no terreno desse vazio de liderança é a "falta de estratégia" no terreno sentida pelos inspetores. "O inspetor-geral da ASAE dizia que queria combater mais a área da contrafação ao nível da indústria. Mas a realidade é que em meados do ano passado voltámos a fazer mais a parte da distribuição e venda ao público e também a parte da segurança alimentar", refere o vice-presidente da Associação Sindical dos Funcionários (ASF) da ASAE, Paulo Geraldes. Um "desnorte" que teve reflexos na opinião pública.

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