Secretário de Estado da Defesa sugere ação concertada entre PSD e Expresso

Marcos Perestrello sugeriu ainda que o jornal Expresso divulgasse o documento produzido por "serviços de informações militares" e com duras críticas à atuação do ministro da Defesa

O secretário de Estado da Defesa Nacional, Marcos Perestrello, acusou o PSD de ter "cavalgado" uma notícia mal explicada, publicada pelo jornal Expresso, na qual o semanário citava um relatório produzido por "serviços de informações militares", com cenários "muito prováveis" de roubo de armamento em Tancos e com duras críticas à atuação do ministro da Defesa, Azeredo Lopes.

Em participação no Fórum TSF, Marcos Perestrello sugeriu uma ação concertada do principal partido da oposição, "que tinha a obrigação de ter uma responsabilidade acrescida na forma como trata estes temas. Primeiro com a tragédia que sucedeu em Pedrógão. Depois, com este incidente grave nos paióis nacionais em Tancos", afirmou.

"Assistimos a uma conjugação de uma ação entre noticias mal explicadas, manchetes mal explicadas, imediatamente cavalgadas pelo principal partido da oposição, com o objetivo de desviar as atenções do essencial do debate politico e atacar o governo, sem olhar a tudo o que fica pelo caminho, disse o governante

"O líder do PSD tem que ter um papel mais relevante na sociedade portuguesa do que mero comentador de notícias de jornal. Não é isso que se espera do líder do principal partido da oposição", referiu Marcos Perestrello.

O secretário de Estado da Defesa Nacional lamentou ainda que as Forças Armadas estejam a ser usadas como "armas de arremesso político" e garantiu que o Ministério da Defesa está a fazer tudo o que pode ser feito.

Marcos Perestrello sugere que o semanário revele o documento, de modo a "perceber a sua origem": "Era útil, para desfazer esta nebulosa que o PSD, com a ajuda do Expresso, veio criar em torno desta matéria, que o Expresso divulgasse o documento que tem. O documento que nós não sabemos quem escreveu, que ninguém conhece, era bom que se conhecesse, para se perceber realmente o que é e a sua origem".

O governante sublinhou ainda que "é preciso trabalhar com cautela e responsabilidade sobre assuntos sensíveis e que podem por em causa estruturas essenciais do Estado português".

Mais Notícias

Outras Notícias GMG