"São como mães. Antes só havia escuridão"

Elisabete, 19 anos, não demora mais de dois segundos. Se pudesse escolher uma música para a acompanhar seria Para os Braços da Minha Mãe, de Pedro Abrunhosa. "Elas são como minhas mães. Antes só havia escuridão."

Elas são Paula e Inês, duas das voluntárias da Crescer Bem. O filho de "Beta", Alexander, foi o primeiro bebé do ano para a associação que apoia famílias com crianças e que funciona no Hospital D. Estefânia, em Lisboa.

Em 2013 ajudaram 500 famílias e 750 crianças. Neste ano já vão em 300 famílias. A ajuda não fica apenas no hospital. As portas são muitas vezes ultrapassadas para ir a casa de quem mais precisa. Por exemplo, Elisabete estava a terminar o curso profissional de turismo quando descobriu que estava grávida. Uma professora levou-a até à Crescer Bem, que lhe deu o apoio de que precisava na altura.

"Meu bebé lindo, coisa mais fofa da mãe! É muito calminho. Agora dou-lhe umas palmadinhas no rabo e ele adormece logo", diz Paula, uma das voluntárias que aparece lá por casa, num bairro nos arredores de Lisboa, para "ver se está tudo bem". "Como é que está o guarda-fatos? Precisas de comida?", pergunta a agente imobiliária, mãe de dois filhos e "viciada" no voluntariado.

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