Sampaio depõe hoje como testemunha de José Penedos

O ex-Presidente da República Jorge Sampaio vai ser ouvido hoje no tribunal de Aveiro como testemunha abonatória do ex-presidente da REN José Penedos, arguido no processo "Face Oculta".

O antigo presidente da República prescindiu de depor por escrito, optando por fazê-lo presencialmente, tal como aconteceu na fase de instrução, que decorreu no ano passado em Lisboa.

Nessa altura, Jorge Sampaio foi a tribunal atestar o "alto valor moral" e a "competência técnica" do ex-presidente da REN.

Referindo que não gosta de fazer justiça pelos Media, Jorge Sampaio justificou a sua ida ao Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), afirmando que preferia falar cara a cara para que juiz, procuradores e advogados pudessem "apreciar melhor a força e a sinceridade" do seu testemunho.

Questionado sobre o recebimento de presentes, uma das questões de que é acusado José Penedos, Jorge Sampaio referiu: "Há presentes e presentes. Recebi centenas e ninguém pode dizer que influenciaram qualquer das minhas decisões".

A testemunha lembrou ainda que a maior parte dos presentes "são mera cortesia" e sublinhou que, "quem é influenciado e afetado por eles [presentes], é porque não tem capacidade moral".

"Não quero com isto dizer que não haja pessoas que tentem fazer coisas menos dignas, mas não é esse o caso da pessoa por quem vim depor", sublinhou.

Além de Jorge Sampaio, o coletivo de juízes que está a julgar o caso também ouvirá hoje Carlos Costa Pina, antigo secretário de Estado do Tesouro e outra das testemunhas de José Penedos.

O ex-presidente da REN arrolou ainda como testemunhas o ex-ministro das Finanças Eduardo Catroga e o ex-diretor geral de energia José Escada da Costa que serão ouvidos nos dias 12 e 13, respetivamente, e a sua antiga secretária pessoal que já foi ouvida no tribunal.

José Penedos foi acusado de dois crimes de corrupção e dois de participação económica em negócio, por casos que envolvem também o seu filho, Paulo Penedos, e negócios com o empresário da sucata Manuel Godinho, o principal arguido no caso.

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