Rui Horta e Costa arguido na Operação Marquês renuncia a cargo nos CTT

Horta e Costa era administrador não-executivo dos CTT

Rui Horta e Costa renunciou esta quarta-feira ao cargo de administrador não executivo dos CTT. A informação foi divulgada em comunicado dos CTT, que revela que Horta e Costa "comunicou hoje a esta sociedade a sua renúncia ao cargo de administrador não executivo dos CTT, assim como a sua indisponibilidade para o exercício de idênticas funções no mandato 2017-2019, por motivos pessoais".

O Ministério Público confirmou entretanto que Rui Horta e Costa é arguido na Operação Marquês, por suspeitas de corrupção ativa, fraude fiscal, branqueamento e abuso de confiança.

Segundo adiantou à Lusa a Procuradoria Geral da República, Rui Horta e Costa está sujeito à medida de coação de Termo de Identidade e Residência, por suspeitas da "prática de factos suscetíveis de integrarem os crimes de corrupção ativa, fraude fiscal, branqueamento e abuso de confiança", na Operação Marquês, que também tem como arguidos José Sócrates, Ricardo Salgado, Armando Vara e o empresário Carlos Santos Silva, entre outros.

A notícia de que Horta e Costa era arguido na operação marquês foi avançada pelo Correio da Manhã esta quarta-feira. De acordo com o CM, Horta e Costa, que foi administrador do resort Vale do Lobo, é suspeito de ter "promovido o pagamento ilícito de dois milhões de euros a Armando Vara e Carlos Santos Silva, através de uma parcela de dinheiro não declarada no negócio de venda de um lote de terreno em Vale do Lobo ao holandês Sander van Gelder".

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