Rotação entre hospitais e pagamentos à chamada são resposta a aneurismas

Centros hospitalares de Lisboa Norte, Lisboa Central, Lisboa Ocidental e Hospital Garcia de Orta vão dar resposta rotativa já a partir de fevereiro

Quatro hospitais vão dar resposta aos doentes neurovasculares ao fim de semana - entre eles os que tenham rutura de aneurisma - na região de Lisboa, de forma rotativa e mediante um pagamento à equipa sempre que for chamada, anunciou há pouco o Ministério da Saúde em conferência de imprensa.

Durante o fim de semana, Centro Hospitalar de Lisboa Norte, Centro Hospitalar de Lisboa Central, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e Hospital Garcia de Orta vão dar resposta rotativa já a partir de fevereiro aos doentes. Durante a semana, as equipas darão resposta em cada unidade.

As alterações surgem na sequência dos problemas de resposta que vieram a público depois da morte de David Duarte, no Hospital São José. O jovem de 29 anos morreu após um rutura de aneurisma cerebral, à espera de um intervenção que estava agendada para segunda-feira, uma vez que no fim de semana não havia equipas.

O secretário de Estado Adjunto e da saúde, Fernando Araújo, clarificou que a equipas vão continuar a receber as verbas atuais para estarem de prevenção, mas haverá "um pagamento por ato a toda a equipa" quando for chamada para dar resposta.

A solução é "semelhante à que existe em Santa Maria atualmente. É uma remuneração base à equipa em produção adicional na que será agora uniformizada e com regras".

O Ministério clarificou que quando a equipa for chamada recebe apenas o pagamento do ato e não os valores relativos à prevenção, que foram aliás os que motivaram o descontentamento dos profissionais, entre eles médicos e enfermeiros, e a saída das escalas do fim de semana em São José. As condições serão publicadas dentro de dias em portaria.

Fernando Araújo aproveitou para agradecer aos profissionais por se ter encontrado "uma solução de qualidade, que afetará não só a área do aneurisma, mas também do AVC isquémico, já que há doentes que precisam de uma resposta mais diferenciada nesta área e têm de ter algo mais estável", como acontece com os que precisam e beneficiam de uma técnica designada por trombectomia (que visa desobstruir de trombos) e que só existe em alguns hospitais.

O modelo que agora entra em vigor será avaliado mensalmente e ajudado sempre que necessário. "A nossa convicção será dar resposta através de cooperação e organização em rede 24 sobre 24 horas e 365 dias por semana"

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