Reviravoltas de um dia muito longo...

Foi um dia atípico o que se viveu ontem no Ministério da Educação, com mais reviravoltas do que aquelas a que normalmente se assistiu no decurso de semanas.

À entrada para as reuniões, pelas 10.30, tudo apontava para um desfecho rápido. Na véspera, a ministra citara os 83% de "bons" na avaliação do último ano para explicar porque não aceitaria garantir o topo da carreira a todos os docentes com estas classificações médias. Os sindicatos, por seu turno, tinham deixado bem claro que essa era uma condição, sem a qual não valeria a pena negociar.

Mas por volta das 13.40, quando os sindicalistas começaram a sair para almoçar, percebeu-se que o dia seria longo. A primeira proposta do ministério deixava cair uma das três limitações de vagas, no 3.º escalão, melhorava as probabilidades de acesso aos 5.º e 7.º e dispensava os professores já avaliados da prova de ingresso. Não chegava, mas abria o diálogo.

A Fenprof, que tinha prevista uma reunião do seu secretariado nacional, marcada para as 15.00, acabou por transferi-la… para o ministério. Pelas 15.20, a sala de imprensa da 5 de Outubro tornou--se palco de aceso debate entre sindicalistas da Fenprof de todo o País. Durou 45 minutos, dos quais resultaram… contrapropostas.

Lá em cima, a logística das reuniões era complexa. Distribuídas por quatro mesas negociais, em andares distintos do edifício ministerial, 13 das 14 estruturas negociais iam debatendo, alterna-damente, com Isabel Alçada e o secretário de Estado Alexandre Ventura. A ministra passou boa parte do dia a circular entre o 7.º, o 9.º, o 11.º e o 12.º pisos da 5 de Outubro, detendo-se mais nestes dois últimos, onde se sentavam a Fenprof e a FNE.

Pelas 17.00, surgiu a segunda proposta do ministério. Ainda insuficiente para convencer a Fenprof, que voltou a reunir o seu Secretariado Nacional. Desta vez, na sala dos serviços gerais do Ministério, junto à porta de entrada e à vista dos curiosos que por aquelas horas iam circulando na Avenida. Quarenta minutos depois começava a ser discutida a terceira possível versão do acordo, na quarta ronda negocial do dia.

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