Resultados das provas finais do 4.º ano afixados hoje

Os resultados das provas finais do 4.º ano foram hoje afixados na maioria das escolas, devendo ser residual o número de alunos que repetirá o exame para transitar para o 5.º ano, segundo os diretores escolares.

Na maioria dos agrupamentos do 1.º Ciclo as reuniões de professores destinadas ao lançamento das notas realizou-se na semana passada, pelo que as escolas que ainda não afixaram as pautas com os resultados deverão fazê-lo durante a tarde, disseram à agência Lusa responsáveis das associações de diretores.

Apesar de haver uma greve às avaliações decretada pelos sindicatos, os dirigentes escolares acreditam que não tem efeitos nestes resultados e garantem que o trabalho nas escolas continua com os alunos que terão apoio para repetir o exame na segunda fase. "Nos casos em que há dúvidas, os alunos continuam a ter aulas e a ter apoio", afirmou o presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), Manuel Pereira.

No entanto, pensa que serão "casos residuais" os alunos a repetir o exame.

"Não é por os resultados não saírem que o trabalho pára, é uma questão de bom senso", declarou, quando questionado sobre as consequências de algum atraso na afixação das pautas.

O Ministério da Educação também ainda não revelou os dados nacionais relativos às provas do 4.º ano.

Contactado igualmente pela Lusa, o vice-presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, referiu também que os resultados saíram hoje, como previsto.

"Afixámos. Ontem foram entregues nas escolas pela autoridade policial, os professores reuniram e lançaram as notas de exame", acrescentou.

De acordo com a mesma fonte, o mesmo já tinha sido feito em relação à avaliação interna na sexta-feira.

"Em Gaia, todos afixámos e já falei com colegas de vários pontos do país e é pacífico", relatou.

As escolas que não afixaram "têm de dizer porquê", alegou, justificando que os pais "têm de saber".

O diretor aconselha os encarregados de educação que ainda desconhecem as notas dos filhos a pedirem esclarecimentos nas escolas.

Pelo que já viu dos resultados, o professor antecipa que "são piores a Matemática do que a Português".

Porém, como se trata do primeiro ano de exames no 4.º ano e o resultado só conta 25 por cento para a nota final do aluno, a maior parte das crianças transita para o 5.º ano, mesmo tendo negativa na prova, indicou.

"A avaliação interna cobre essa nota", explicou.

A partir da próxima semana, as escolas têm um programa para ajudar os alunos em risco, que segundo este docente também são "em número residual".

"No meu caso (Agrupamento Dr. Costa Matos, Gaia), em 262 alunos do 4.º ano que fizeram provas, só nove é que vão fazer a segunda fase", referiu.

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