Reclusos acusados de motim remetem-se ao silêncio

Os reclusos da prisão de Guimarães acusados de terem protagonizado um motim para fugir da cadeia, em agosto de 2007, recusaram falar esta terça-feira, no início do julgamento.

O processo tem seis arguidos, com idades compreendidas entre os 22 e os 51 anos, mas um deles vai ser julgado em separado, por atualmente estar a cumprir pena de prisão na Galiza, Espanha.

Os arguidos respondem por um crime de motim de presos, dois crimes de roubo, um crime de coação agravado e um crime de detenção de arma proibida.

Dois deles são ainda acusados de um crime de falsificação agravado.

Antes do julgamento, os advogados de defesa de alguns arguidos anunciaram que vão trabalhar a tese de evasão, tentando que caia a acusação de motim.

"Discordamos em relação ao motim e também achamos que não houve intenção de ameaçar. Consideramos que houve, apenas, evasão", referiu o advogado Pedro Carvalho.

Na primeira sessão do julgamento, depôs um dos guardas prisionais em serviço no dia da fuga, que explicou que os arguidos lhe encostaram uma faca artesanal ao abdómen e o avisaram que se não ficasse "quietinho e calado" o matariam.

Segundo a mesma testemunha, os arguidos usaram ainda um ferro, alegadamente a perna de uma cadeira.

O arguido confessou que, "em certas alturas", sentiu medo, mas entretanto percebeu que os arguidos não lhes iriam "fazer mal", já que o seu único objetivo seria mesmo fugir da cadeia.

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