Quercus exige plano de intervenção contra amianto

A associação ambientalista Quercus considerou hoje que o Governo deve confirmar, com urgência, a existência de amianto nos edifícios apontados na lista divulgada na quinta-feira, e estabelecer os prioritários onde se deve intervir já.

"A divulgação da lista de edifícios públicos com amianto foi apenas uma sinalização. Não chega. É um primeiro passo e estamos contentes que, 10 anos depois de se ter falado no assunto, tenho sido feita qualquer coisa, mas agora é hora de avançar para uma segunda fase", disse à agência Lusa a representante da Quercus Carmen Lima.

O Governo divulgou na quinta-feira uma lista de edifícios públicos que terão amianto na sua construção, na sequência de um levantamento feito pelo executivo em instalações e equipamentos onde se prestam serviços públicos.

De acordo com a lista, 16% por cento dos 12.944 edifícios públicos terão amianto na sua construção.

"Depois de confirmar a existência, é importante agora identificar os riscos, ver se há pessoas a trabalhar no local, ver o grau de degradação, se se estão a libertar fibras ou não e definir quais são as situações prioritárias e que intervenção vai ser feita", sublinhou a ambientalista.

Carmen Lima disse ainda à Lusa que a Quercus reiterou na quinta-feira um pedido de audiência com o ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional, Miguel Poiares Maduro, para obter mais esclarecimentos sobre a matéria.

"Sabemos que o levantamento foi feito por vários ministérios, mas achamos que deve haver um rosto do Governo, alguém que assuma a coordenação. Vamos tentar junto do ministro Poiares Maduro saber como foi feito o levantamento, os objetivos futuros e se existe ou não um plano para a concretização dos objetivos", concluiu.

De acordo com a lista divulgada, o ministério da Educação e Ciência é o que tem mais edifícios públicos com amianto na sua construção, com 37% dos seus 2.214 imóveis com este material tóxico.

Os 16% (2.015) dos edifícios que "presuntivamente contêm amianto na sua construção" vão ser agora submetidos a uma análise dos dados já recolhidos, no sentido de determinar aqueles que devem ser "apenas sujeitos a ações regulares de monitorização" e aqueles que devem "ser submetidos a novas análises no sentido ou de confirmar as informações já recolhidas ou determinar a necessidade de realizar eventuais ações corretivas", refere o documento.

O levantamento inclui também alguns edifícios, instalações e equipamentos do setor empresarial do Estado, designadamente os hospitais Entidades Públicas Empresariais (EPE).

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