PSP deu parecer negativo à festa do Benfica no Marquês. Presidente da Câmara diz que "não há controlo de entradas no espaço público"

A Polícia de Segurança Pública foi contra a criação de um palco circular e a venda de bebidas que não fossem em copos de plástico. Fernando Medina considera que "desacatos poderiam ter acontecido em qualquer lugar".

A PSP esteve contra a criação de um palco circular para a festa da conquista do campeonato pelo Benfica no Marquês de Pombal, em Lisboa, porque este não permitia a realização de uma "caixa de segurança" que mantivesse os adeptos num espaço confinado.

Para a polícia, o Benfica deveria ter utilizado uma solução semelhante à do ano passado, quando foi montado um palco no fundo do Parque Eduardo VII. Foi este o modelo que defendeu em reunião com a Câmara Municipal de Lisboa e o Benfica.

Assim, a PSP deu mesmo parecer negativo aos planos do Benfica para este espaço.

Outra recomendação da polícia para o evento foi a interdição de venda de bebidas que não fossem em copos de plástico, segundo a mesma fonte.

Esta informação foi avançada pela Rádio Renascença e confirmada à Lusa por fonte da PSP, que garantiu que aquela força de segurança se manifestou preocupada até ao último minuto e os elementos policiais foram para o local com o coração nas mãos.

Outro dos pontos de tensão, na opinião da mesma fonte, foi a passagens das imagens em ecrã gigante do incidente que ocorreu nas imediações do Estádio do Guimarães, onde um polícia agrediu dois adeptos em frente aos filhos menores, o que terá incendiado ainda mais os ânimos.

Ainda com os festejos a decorrer, depois de o Benfica se ter sagrado bicampeão, às 01:20 de segunda-feira, alguns adeptos começaram a arremessar vários objetos, nomeadamente garrafas de vidro, o que levou a uma intervenção policial localizada para acabar com o incidente e evitar que se alastrasse e ganhasse maior dimensão.

No entanto, só depois das 3:00 é que a situação foi controlada pelas autoridades, já na zona do Saldanha.

Confrontado com o parecer negativo da PSP, Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, lembrou esta tarde que "não há controlo de entradas no espaço público, não há portagens".

Considerando que os "desacatos poderiam ter acontecido em qualquer lugar", o autarca defendeu que o problema que aconteceu no Marquês de Pombal "foi um grupo de indivíduos que perturbou a ordem pública".

"As cidades não podem ficar reféns de grupos", disse, defendendo que "deve ser tudo averiguado até às últimas consequências".

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