PSP deteve nove pessoas por distúrbios

Nove detidos e 21 pessoas identificadas é o resultado dos confrontos ocorridos na quarta-feira junto à Assembleia da Republica, segundo um balanço feito hoje pela Polícia de Segurança Pública.

Em conferência de imprensa, o intendente Luís Elias, segundo comandante do comando metropolitano de Lisboa (COMETLIS), disse aos jornalistas que os detidos têm entre os 20 e os 65 anos, existindo entre eles um estrangeiro, e respondem por desobediência, resistência e coação a agentes da autoridade e danos.

Luís Elias afirmou também que entre os 21 identificados está um menor.

"A PSP considera que a intervenção policial, face aos comportamentos violentos de alguns manifestantes foi a necessária, adequada, proporcional e devidamente concretizada", afirmou o segundo comandante do COMETLIS.

O oficial adiantou que "foi inevitável e indispensável" a intervenção da polícia devido "à intensidade e duração" dos atos violentos de alguns manifestantes.

"Tentámos gerir todo o policiamento no sentido de garantir alguma seletividade nas detenções e, quando se tornou de todo insustentável, face à repetição dos atos violentos, a PSP teve que utilizar uma metodologia de vaga de dispersão e tentar efetuar detenções seletivas por parte de alguns dos suspeitos que estavam já referenciados", sublinhou.

Segundo o intendente, a atuação policial "foi precedida de avisos prévios aos manifestantes no sentido de repor a ordem pública e deter os suspeitos da prática dos ilícitos criminais".

Sustentou que a vaga de dispersão foi precedida por "dois avisos bem audíveis" para os manifestantes abandonarem o local, tendo muitos deles optado por não o fazer.

Além da "intensidade e duração" dos atos violentos ocorridos na quarta-feira em frente à Assembleia da República, os procedimentos adotados pela PSP tiveram também em conta "alguns mecanismos de autorregulação que existem nas manifestações".

"Quando esgotados todos esses mecanismos e quando se tornou de todo insustentável a continuação de alguns dos atos violentos, foi tomada a decisão de intervir com uma vaga de dispersão no sentido de repor a ordem pública", sustentou.

Apesar dos incidentes que ocorreram entre a zona da Assembleia da República e do Cais do Sodré, o intendente Luís Elias adiantou que a operação da polícia "conseguiu minimizar os danos e os feridos resultantes da intervenção, tanto polícias, como manifestantes".

A carga policial após o constante arremesso de pedras contra os elementos do Corpo de Intervenção, provocou ainda 48 feridos, dos quais 21 são elementos da PSP e 27 manifestantes.

Dos confrontos resultaram ainda danos nos escudos de proteção da polícia, fardamento, outro equipamento de proteção e viaturas policiais, além de se terem registado ainda incêndios e danos em mobiliário urbano, pavimentação, contentores e sinais de trânsito, segundo a PSP.

O intendente Luís Elias sustentou que "a PSP não vai alterar os princípios e procedimento de atuação" para assegurar o direito de manifestação, admitindo que a polícia vai "intervir sempre que necessário de forma firme e serena" para acabar com ações violentas.

Na conferência de imprensa, a PSP lamentou os incidentes ocorridos após a manifestação organizada pela central sindical CGTP em dia de greve geral e o "comportamento violento de algumas dezenas de indivíduos".

De acordo com a Polícia, entre os manifestantes desordeiros estavam cidadãos de nacionalidade estrangeira.

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