PSD tem "todas as condições para ganhar" Lisboa

Pedro Passos Coelho abriu hoje o Conselho Nacional do PSD garantindo que o partido fez escolhas para ganhar as autárquicas, do "concelho mais pequeno ao de maior dimensão urbana"

O líder do PSD afirmou hoje que os sociais-democratas vão disputar as próximas autárquicas "para ganhar", uma convicção que se estende à Câmara Municipal de Lisboa. "Ao nível da própria Comissão Política não podíamos ter escolhido de forma mais intensa e mais forte, com Teresa Leal Coelho, que é minha vice-presidente há mais de um mandato e que tem todas as condições para poder disputar as eleições em Lisboa e para as poder ganhar", sublinhou Pedro Passos Coelho, que falava no início do Conselho Nacional do partido, numa intervenção aberta à comunicação social.

Passos Coelho também se referiu ao Porto, para destacar a escolha de "um independente com valor" - Álvaro Santos Almeida. E acrescentou que "do concelho mais pequeno ao de maior dimensão urbana" os sociais-democratas fizeram escolhas para ganhar.

O líder social-democrata aproveitou o discurso de abertura do Conselho Nacional para deixar uma mensagem aos críticos. "Há pessoas que têm o convencimento de que adivinham o futuro", afirmou Passos, uma ideia que atribuiu aos adversários políticos, mas não só. "Às vezes também aparece essa ideia transmitida por pessoas que conhecem melhor a nossa realidade", acrescentou, numa referência às vozes que se têm feito ouvir no partido, questionando as escolhas autárquicas: "Queria dizer a todos, aos de dentro e aos de fora, que iremos ter um bom resultado eleitoral".

Num discurso de cerca de 40 minutos, Passos guardou as autárquicas para a parte final. Antes, passou pelo que qualifica como "regressões muito negativas" em matéria educativa: "O que se está passar no setor da Educação é escandaloso a todos os títulos".

Mas foi sobretudo a Caixa Geral de Depósitos (CGD) que ocupou boa parte do discurso. "O que tem vindo a acontecer em torno da discussão sobre o sistema bancário, em particular a recapitalização da CGD, é todo um manual de cinismo político insuportável", acusou o presidente dos sociais-democratas, sustentando que o governo está agora a avançar para o que antes, com o anterior governo, era considerado como um perigo para a CGD.

"Não estamos contra a ideia de que seja necessário executar um plano de reestruturação. O que não aceitamos é esta ideia de que isto é necessário, e justificável, quando no passado achavam que isso era absolutamente perigoso para o futuro público da Caixa", apontou Passos Coelho.

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