PSD e o cartaz do BE: "Faltou-se ao respeito a muitos portugueses"

Fernando Negrão critica "radicalismo" e "desrespeito pelas crenças religiosas" que, no seu entender, o cartaz traduz

Para o PSD, não há justificações ou atenuantes que colham. "O cartaz trazido a público pelo BE é, no mínimo, lamentável naquilo que traduz de desrespeito pelas crenças religiosas", afirma o social-democrata Fernando Negrão.

Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o deputado não foi meigo a comentar o cartaz que os bloquistas divulgaram e no qual à figura de Jesus Cristo é associada a frase "Jesus também tinha 2 pais". "Sem nenhuma desconsideração pelo princípio da liberdade expressão", observa Negrão, o cartaz "demonstra igualmente o radicalismo que hoje centra a vida política através do BE e ainda uma outra realidade: nas chamadas questões fraturantes, designadamente a adoção por casais homossexuais, nunca [se] teve em conta aquilo que é verdadeiramente importante, que é o superior interesse da criança".

Questionado sobre os argumentos invocados pelo partido liderado por Catarina Martins, o parlamentar "laranja" vincou que "não há nenhuma razão que justifique a publicação de um cartaz daquela natureza" e ainda afastou a tese de que o BE procurou um registo mais humorístico. "Não é nenhuma forma de humor, uma vez que é um ato político. Não quer dizer que não se possa fazer política com humor; pode fazer-se desde que não se falte ao respeito a terceiros. E foi o que aconteceu, faltou-se ao respeito a muitos portugueses", disse Negrão.

Já a propósito de a iniciativa poder reabrir a discussão entre os partidários do "sim" e do "não" à adoção por casais do mesmo sexo num tom mais inflamado, o deputado respondeu de forma mais defensiva. "Teremos de ter todo o cuidado na reabertura de debates dessa natureza. Agora, o que temos de salientar é a radicalização que o BE faz da vida política através de cartazes deste natureza e com estes conteúdos", apontou, antes de explicar que, se prevalecer o "radicalismo", "é mau, é nefasto e tem consequências terríveis para os portugueses e as suas vidas".

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