PS desafia oposição a esclarecer rapidamente sentido de voto face à moção de censura do BE

O PS desafiou todas as oposições, especialmente o PSD, a esclarecerem nos próximos dias como votarão a moção de censura, advertindo que Portugal não pode viver um mês em "insegurança" e em situação política "pantanosa".

A posição foi transmitida em conferência de imprensa pelo líder parlamentar do PS, Francisco Assis, depois de o Bloco de Esquerda ter anunciado para 10 de Março uma moção de censura ao Governo. "Na intervenção em que anunciou a moção de censura, o deputado [do Bloco de Esquerda] Francisco Louçã foi muito claro sobre os fundamentos desta iniciativa" e todos os partidos já conhecem esses fundamentos. O país não pode viver um mês num estado de pré-instabilidade política, de insegurança do ponto de vista político e é preciso que o mais rapidamente possível se faça uma clarificação política por parte de todos as forças parlamentares sobre o sentido de voto que vão adotar", declarou Francisco Assis.

Segundo o presidente do Grupo Parlamentar do PS, Portugal "não pode viver um mês pantanoso", razão pela qual "é necessária uma clarificação absoluta da situação". "O PS nada teme e naturalmente votará contra esta moção de censura irresponsável. Lançamos o repto a todos os grupos parlamentares para que no mais curto prazo de tempo clarifiquem a sua posição face à moção de censura do Bloco de Esquerda. Não colhe o argumento de que estão à espera de que conhecer o texto literal da moção de censura pela razão simples de que os motivos subjacentes foram hoje claramente apresentados em debate parlamentar", argumentou o presidente da bancada socialista.

De acordo com Assis, se o país vivesse agora um mês de incerteza sobre o futuro do Governo, estaria "contaminado o debate político, prejudicando a ação do executivo para salvaguardar os interesses do país dos pontos de vista económico e financeiro". "O Bloco de Esquerda colocou-se do lado da instabilidade e nós queremos saber de que lado estão os outros grupos parlamentares", sustentou. Francisco Assis referiu depois que ainda hoje, em declarações públicas, o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, avisou que o país "não pode viver de 15 em 15 dias sob ameaça de crise política". "O país não pode viver um longo mês sob suspeita de crise política. E é evidente que o PSD é um partido com especiais responsabilidades na vida política portuguesa", apontou Assis.

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