PS admite "reconstruir" diploma que trava concessão dos transportes a privados

PCP acusa Marcelo de "extravasar separação de poderes". Direita fala em "fanatismo ideológico" da esquerda

O PS está disponível para "reconstruir" o diploma que impede a concessão a privados dos transportes públicos do Porto (STCP e Metro), após este ser vetado pelo Presidente da República. Já o Bloco de Esquerda acusa Marcelo Rebelo de Sousa de "voluntarismo excessivo", enquanto o PCP diz estar em causa uma "opção política" e acusa mesmo o presidente de "extravasar a separação de poderes".

Ainda não arrancou a sessão legislativa, mas o Parlamento está assim de volta através da comissão permanente. Após o voto de pesar pela morte de Barbosa de Melo, os deputados começaram por discutir o veto de Marcelo sobre a concessão a privados dos transportes públicos do Porto.

O deputado socialista Luís Testa assume que a bancada respeita a palavra do Presidente da República e garante que não desiste da reversão da concessão dos transportes, mas que irá refazer o diploma para esbater as preocupações do Chefe de Estado.

O Bloco de Esquerda, através do deputado Heitor Sousa, justifica a acusação de "voluntarismo excessivo", uma vez que o Presidente "evoca a possibilidade das autarquias locais integrarem a administração das empresas", algo que "já está previsto no diploma" que seguiu para Belém.

Já o deputado do PCP, António Filipe, não poupa nas críticas a Marcelo Rebelo de Sousa, que acusa de ter feito uma "opção política" ao ter vetado o diploma, uma vez que o próprio admite nos argumentos do veto que "não há nenhum impedimento constitucional". O deputado comunista rebate ainda o argumento do presidente de que o Parlamento estava a imiscuir-se numa competência que era do executivo, uma vez que "se alguém está a extravasar a separação de poderes, é o Presidente."

Já o CDS, através da deputada Cecília Meireles, acusou a esquerda de "populismo e fanatismo ideológico" e, tal como o PSD, na voz do deputado Luís Leite Ramos, alertou para uma agenda da esquerda que "pretende nacionalizar tudo e começar por aquilo que é mais fácil."

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