Prova de acesso à carreira visa melhoria do ensino

O Ministério da Educação afirmou que a prova de acesso à carreira docente "é uma componente importante no processo de melhoria do ensino, em especial da escola pública, com alcance de longo prazo".

Numa comunicação escrita à agência Lusa, na sequência dos protestos promovidos no sábado por professores, o ministério sublinha que "o governo tem a obrigação de promover a melhoria das condições de ensino".

A prova "dignifica a escola pública e a função docente, e integra-se num conjunto de medidas que têm como objetivo a qualidade da docência: primeiro, condições mais rigorosas para o acesso aos cursos de formação de docentes, nomeadamente com exigência de exames de ingresso nas escolas de formação de docentes a Português e Matemática, do 12.º ano, e com a melhoria da formação docente inicial nas escolas de formação de docentes, reforçando as componentes científicas dos cursos, isto é, reforçando o conhecimento das matérias que os futuros docentes irão lecionar", refere o Ministério da Educação.

Nos protestos de sábado, vários professores concentrados junto da Assembleia da República afirmaram que a prova de acesso à carreira docente proposta pelo Ministério da Educação não é "digna" e tem como objetivo "abater os professores contratados" do sistema de ensino.

No mesmo dia, a Federação Nacional de Educação (FNE) decidiu realizar uma greve a 18 de dezembro, dia da realização da prova de avaliação de conhecimentos e competências dos docentes.

Em reação, o ministério afirma que "a greve é um direito garantido na Constituição".

Durante o protesto em Lisboa, vários professores usaram da palavra e falaram das respetivas situações profissionais. Perto do final da concentração, os docentes fizeram uma fogueira com cópias dos respetivos certificados de habilitações.

A concentração em Lisboa inseriu-se numa jornada nacional que incluiu ações de protesto em Braga, Coimbra, Santarém e Évora.

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