Professores fazem vigília pelo emprego

O Sindicato dos Professores da Madeira está a realizar hoje uma vigília nas imediações da Secretaria Regional da Educação e Recursos Humanos, no Funchal, onde promove um abaixo-assinado pelo emprego e pela qualidade da educação.

A iniciativa, que começou pelas 10.00 e se prolonga durante 24 horas, inclui, à tarde, uma tribuna pública para a qual foram convidados os partidos com assento na Assembleia Legislativa da Madeira.

A vice-coordenadora do sindicato, Margarida Fazendeiro, explicou que o objetivo da vigília é chamar a atenção para a situação que os professores vivem e para a ausência de explicações da tutela.

Segundo a dirigente, há um corte de cerca 15 por cento nas verbas do Orçamento regional para o setor, mas os docentes desconhecem as áreas onde vai ser efetuado.

"Tememos que seja, também, à custa da redução de docentes nas escolas", declarou, referindo que outra preocupação do sindicato é o "regresso aos estabelecimentos de ensino de muitos professores que estavam destacados em alguns serviços", situação que "pode colocar em causa a manutenção de professores contratados".

Margarida Fazendeiro manifestou ainda apreensão em relação ao aumento do número de alunos por turma e à revisão da estrutura curricular, fatores que vão contribuir para o aumento do número de professores no desemprego, considerou.

"Menos professores nas escolas é igual a menos qualidade no ensino e as famílias devem estar preocupadas também", declarou, referindo, igualmente, o papel "social" das escolas que pode estar comprometido não apenas com a diminuição de verbas para a educação, como devido às medidas do Plano de Ajustamento Económico e Financeiro da região.

A responsável salientou que "estas medidas estão anunciadas", mas lamentou que não haja "uma definição clara por parte do responsável da região na sua aplicação".

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