Professores decidem hoje se prologam greve até dia 28

Os sindicatos dos professores decidem hoje se prolongam a greve às avaliações até 28 de junho, um dia depois de acusarem o ministério de cortes salariais ilegais pelos dias de greve realizados, e de este desmentir qualquer ilegalidade.

Na quinta-feira a Federação Nacional de Professores (Fenprof) organizou plenários sindicais de professores em todo o país para debater a continuidade da greve às avaliações, que poderá ser hoje de manhã confirmada em reunião do Secretariado Nacional da Fenprof, e à tarde obter a adesão de outros sindicatos.

Num questionário distribuído pela Fenprof aos professores para aferir a sua disponibilidade para dar continuidade à greve a federação pergunta se os docentes pretendem dar a greve por terminada ao final do dia de hoje, estendê-la por mais uma semana ou prolongá-la por tempo indeterminado, além de tentar saber para que outras formas de luta estão os docentes disponíveis até ao final do ano letivo e no início do próximo.

A Fenprof acusou na quinta-feira o Ministério da Educação e Ciência (MEC) de ter dado "orientações ilegais" às escolas para descontarem nos ordenados dos professores que fazem greve às reuniões das avaliações o equivalente a um dia inteiro de salário, ameaçando apresentar queixa nos tribunais.

O MEc, em resposta, esclareceu que "considerando que o pré-aviso de greve incide no serviço de avaliação dos alunos, a ausência do docente ao serviço [...] é contabilizada proporcionalmente, se o docente nesse dia tiver mais serviço atribuído" e "é contabilizado um dia de greve se o docente apenas tiver como serviço atribuído a/s reunião/ões de avaliação a que não compareça".

Os professores podem, assim, vir a ter cortes no ordenado superiores àqueles com os quais contavam pelos períodos de greve realizados.

Os professores iniciaram a 07 de junho uma greve às reuniões de avaliação para contestar a intenção do Governo de alterar a legislação laboral aplicável a toda a função pública, nomeadamente a aplicação da mobilidade especial e o aumento do horário de trabalho das 35 para as 40 horas semanais.

Inicialmente prevista até 14 de junho, foi alargada até hoje depois de uma série de reuniões de negociação falhadas no MEC, e pode vir a prolongar-se mais uma semana, por decisão dos sindicatos.

Para segunda-feira, 24 de junho, estão já agendadas novas reuniões no MEC para negociar a mobilidade especial e a mobilidade interna a aplicar aos professores.

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