Professora que divulgou exame de Português já terá sido identificada

O caso foi revelado por um áudio que circulou nas redes sociais

As autoridades já identificaram a fonte da fuga de informação sobre o exame nacional de Português, realizado no mês passado por cerca de 74 mil alunos, avança o semanário Expresso. A fuga está a ser investigada pela Inspeção-geral da Educação e pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

De acordo com o jornal, a fonte foi uma professora de uma escola pública da Grande Lisboa que participa no processo de elaboração e revisão das provas há vários anos.

O caso foi revelado por um áudio que circulou nas redes sociais e que foi divulgado pelo Expresso. Na gravação ouvia-se alguém a dizer que tinha sabido por uma amiga, que por sua vez tinha sabido por uma professora, o que saía no exame. "Diz que ela precisa mesmo, mesmo, mesmo e só de estudar Alberto Caeiro e contos e poesia do século XX. Ela sabe todos os anos o que sai e este ano inclusive. E pediu para ela treinar também uma composição sobre a importância da memória...", ouve-se na gravação.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, já garantiu entretanto que o exame de Português do 12.º ano, não vai ser anulado. Mas caso se confirme que houve uma fuga de informação, "o ministério agirá civil, disciplinar e criminalmente contra o seu autor ou autores.

Por terem um trabalho que decide a vida de milhares de jovens - na entrada para o ensino superior -, quem aceita a missão de criar os exames nacionais está sujeito a regras apertadas - bem como as outras pessoas envolvidas no processo. Assinam, por exemplo, um contrato de confidencialidade que os limita a não revelar a sua função.

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