Primeiro de dois novos navios patrulha entregue em julho

O barco encontra-se em fase de provas de mar e será entregue à Marinha portuguesa no mês que vem

O Navio Patrulha Oceânico (NPO) Sines, o primeiro de dois em construção nos estaleiros da WestSea, em Viana do Castelo, vai ser entregue à Marinha portuguesa em julho, disse à Lusa fonte do Ministério da Defesa Nacional.

De acordo com a mesma fonte, o NPO Sines, o terceiro navio de uma encomenda de quatro, "encontra-se, atualmente em fase de provas de mar, estando prevista para a primeira semana de julho a cerimónia da sua entrega à Marinha".

Segundo a fonte, o NPO Setúbal deverá ser entregue "nas primeiras semanas de janeiro de 2019", sendo que "as provas de mar terão início em novembro ou dezembro deste ano".

"As provas de mar são uma fase crucial no processo construtivo de embarcações desta complexidade. Os navios são sujeitos a um conjunto de testes que permitem à Marinha determinar da necessidade de eventuais ajustes ou acertos a fazer", explicou aquela fonte.

Os dois navios representam um investimento de 70 milhões de euros e vão reforçar o dispositivo naval da Marinha portuguesa.

A construção dos dois NPO nos estaleiros da WestSea foi anunciada, em maio de 2015, pelo então primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

Em maio de 2017, ao visitar aqueles estaleiros, o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, destacou o cumprimento "cabal" do contrato de construção dos dois NPO.

Em 2011, foi entregue à Marinha o primeiro navio desta classe batizado com o nome de "Viana do Castelo" e construído pelos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC), em 2011.

O segundo navio a ser entregue, o "Figueira da Foz", deixou as docas dos ENVC em dezembro de 2013, em pleno processo de subconcessão e encerramento da empresa pública. Foi o último dos mais de 220 navios construídos pelos ENVC em 69 anos.

Estes navios integravam uma encomenda inicial de oito, que foi assumida em 2004 pelo Ministério da Defesa, mas entretanto revogada pelo atual Governo, para substituir a frota de corvetas da Marinha portuguesa, com 40 anos de serviço.

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