Portugueses sem razão para "qualquer insegurança"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, afirmou hoje que o Estado tem "respondido à necessidade de dar garantias de controlo alimentar e fitossanitário" e que não existe "nenhuma razão" para "deixar nos portugueses qualquer insegurança".

"Não existe desse ponto de vista nenhuma razão para alimentar quaisquer polémicas ou deixar nos portugueses qualquer insegurança", afirmou Passos Coelho aos jornalistas, depois de questionado sobre as competências da ASAE.

O chefe de Governo falava aos jornalistas em conferência de imprensa no final de uma visita à Unidade Especial de Polícia, da PSP, em Belas, no concelho de Sintra.

O Jornal de Notícias avançou no domingo que a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) deixou de recolher amostras a pedido da Direção-Geral de Veterinária (DGAV), informação que foi confirmada à agência Lusa pelo Inspetor-geral da ASAE, António Nunes.

"Sobre a questão da ASAE e da inspeção alimentar não acrescentarei nada aquilo que a senhora ministra do Ambiente, da Agricultura e do Ordenamento do Território já disse", começou por afirmar Passos Coelho.

"Não existe qualquer perda de intervenção nem de regulação nesse setor. O Estado tem, embora com intervenção de tipo diferente, respondido à necessidade de dar garantias de controlo alimentar e fitossanitário", acrescentou.

A Direção-Geral de Veterinária é que faz desde o início deste ano a recolha de amostras de alimentos que antes era feita pela ASAE e não há "nenhum" problema de saúde pública em termos de fiscalização alimentar, garantiu hoje a ministra da Agricultura no Parlamento.

"Não existe nenhum problema para a saúde pública. Os alimentos estão a ser analisados e a saúde dos portugueses não está em risco, apesar de ter sido reduzida a participação da ASAE" em termos de fiscalização alimentar, afirmou Assunção Cristas na comissão parlamentar de Agricultura e Mar dedicada à Politica Agrícola Comum (PAC).

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