Portas pressiona Carlos Costa: "É importante que cada um saiba se é parte do problema ou da solução"

No adeus, o ainda líder do CDS apertou o cerco ao governador do Banco de Portugal.

É um dossiê que cronicamente separa PSD e CDS-PP e, na hora do "adeus", Paulo Portas foi cristalino. O modelo de supervisão da banca continua a preocupá-lo - e o colapso e subsequente resolução do Banif só o veio adensar. Por isso, e dirigindo uma palavra a Nuno Melo (pelo papel que teve nos inquéritos parlamentares à nacionalização do BPN), apertou o cerco a Carlos Costa, depois de já a esquerda o ter feito: "O Banco de Portugal continua a falhar."

O líder cessante dos centristas sinalizou assim que, se dependesse apenas de si, o lugar do governador do Banco de Portugal estaria tremido. Ou, para ser fiel às palavras de Portas, a recondução feita pelo Governo PSD-CDS mereceu a sua luz verde "apenas e só porque estávamos em pleno processo de venda do Novo Banco".

A supervisão do setor bancário, prosseguiu, "continua a ter falhas significativas" e, uma vez que a venda do Novo Banco "ainda não aconteceu" - o prazo foi alargado para agosto de 2017 -, é tempo de chamar à pedra quem tem responsabilidades. De novo Portas sobre Carlos Costa, quase como quem sugere que o governador saia pelo próprio pé: "É importante que cada um saiba perguntar-se se é parte do problema ou da solução."

Recorde-se que Carlos Costa já disse que não quer abandonar o cargo, apesar de, durante o seu primeiro mandato, ter havido a resolução do BES e já neste segundo ter sido chamado a repetir a dose com o Banif - posteriormente vendido ao Santander Totta por 150 milhões de euros.

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