Polícia Marítima e GNR salvaram mais de 4000 migrantes nos últimos meses

Agentes portugueses operam no sul da Grécia ao serviço da agência europeia de fronteiras

Equipas da GNR e da Polícia Marítima ao serviço da UE no Mediterrâneo salvaram mais de 4000 refugiados e migrantes que tentaram chegar à Europa desde outubro até ao último fim de semana.

Aquelas duas forças de segurança portuguesas atuam no sul da Grécia, integradas na missão "Poseidon Sea" da Agência Europeia de Gestão da Cooperação Operacional nas Fronteiras Externas da UE (Frontex) e em apoio à Guarda Costeira Grega.

Segundo os dados disponíveis, a Polícia Marítima resgatou 3494 migrantes e refugiados - dos quais 758 mulheres e 864 crianças - desde outubro passado até agora.

Os 11 agentes e dois técnicos de apoio e manutenção das embarcações, assim como de uma viatura de vigilância costeira, operam a partir da ilha de Lesbos e também detiveram cinco facilitadores do transporte ilegal de refugiados e migrantes oriundos das costas africanas.

A GNR, por sua vez, resgatou 577 migrantes - dos quais 44 mulheres e igual número de crianças - desde 01 de abril até agora. As suas equipas, envolvendo um total de 78 efetivos em operações de patrulhamento terrestre e marítimo que incluem viaturas, embarcações e cães, têm atuado a partir da localidade de Soufli e das ilhas de Chios e Kos.

Os militares da GNR estiveram também nos últimos dois meses em Espanha (Ceuta) e Bulgária (Sredets e Gramatikovo), com 13 militares e nove cães para detetar a entrada ilegal de migrantes no espaço europeu por via terrestre e, ainda, uma viatura para ações de patrulhamento fronteiriço.

Note-se que tanto a GNR como a Polícia Marítima são forças de segurança e órgãos de polícia criminal com poderes de autoridade marítima no âmbito das respetivas atribuições.

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