PGR afirma desconhecer se nome do diretor do JN consta de escutas

Procuradoria-Geral da República emitiu comunicado dando conta de encontro da PGR com o diretor do Jornal de Notícias, Afonso Camões, a quem foi aconselhado procurar um advogado.

Joana Marques Vidal, a procuradora-geral da República, garantiu ao diretor do Jornal de Notícias, Afonso Camões, desconhecer se o seu nome "constava das escutas telefónicas efetuadas" no âmbito da Operação Marquês.

É o que se pode ler num comunicado emitido hoje pela PGR, dando conta da audiência entre Marques Vidal e Afonso Camões, que ocorreu no dia 15 de janeiro, quinta-feira. Uma reunião que, segundo o documento, aconteceu a pedido do diretor do JN e na qual estiveram ainda presentes o "diretor do DCIAP e o diretor-executivo do JN".

"Afonso Camões solicitou a audiência a 8 de janeiro e fundamentou o pedido no conhecimento de determinados factos relativos à denominada Operação Marquês, os quais gostaria que a Procuradora-Geral avaliasse", lê-se no comunicado. "O diretor do JN manifestou receios quanto à possibilidade, que considerava iminente, de serem publicadas notícias relativas às suas ligações pessoais com José Sócrates, tendo por base escutas realizadas no âmbito da Operação Marquês. Disse ainda temer que as referidas notícias prejudicassem não só o seu nome, mas também o do Jornal de Notícias", publicação do mesmo grupo do DN.

Joana Marques Vidal "respondeu não lhe poder dar conselhos nem pessoais nem jurídicos, os quais deveria solicitar a um advogado". Mas esclareceu "desconhecer totalmente se o nome do diretor do JN constava das escutas telefónicas efetuadas no referido processo".

Além disso, garantiu que "sempre que há indícios de crime de violação de segredo de justiça é instaurado inquérito, e que relativamente ao inquérito em causa já existem investigações em curso por violação do segredo de justiça".

"A Procuradora-Geral da República e o diretor do DCIAP perguntaram ainda ao diretor do JN se o conhecimento sobre a eventual violação do segredo de justiça tinha origem na investigação, tendo o diretor do JN optado por nada dizer sobre essa matéria", lê-se ainda.

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