Perguntas a Sócrates na base do processo disciplinar

A TVI avançou com a notícia de que a diretora do DCIAP, Cândida Almeida, e os procuradores Vítor Magalhães e Paes de Faria são visados no processo disciplinar instaurado pelo PGR a propósito das perguntas que ficaram por fazer durante a investigação ao primeiro-ministro, José Sócrates.

De acordo com a TVI, o inspector Domingos de Sá concluiu que os magistrados violaram "deveres de zelo", porque deviam ter previsto que a inclusão das perguntas a fazer a José Sócrates "lesaria a imagem" de Pinto Monteiro e do então vice-procurador-geral, Mário Gomes Dias, que impôs um prazo limite à investigação.

A fonte contactada pela Lusa explicou que em causa estarão também observações feitas no despacho de acusação e questões que foram levantadas pelos procuradores, designadamente a alegada fixação de prazos para a conclusão do processo e a impossibilidade de realização de algumas diligências.

Em Julho, Pinto Monteiro garantiu que "nunca colocou qualquer limitação" à investigação do Freeport, designadamente de "tempo ou lugar, concordando inclusive com todas as deslocações ao estrangeiro" que os magistrados entenderam fazer.

O PGR assegurou ainda que "os magistrados titulares do processo procederam à investigação com completa autonomia, inquirindo as pessoas que julgaram necessárias e realizaram todas as diligências que tiveram por oportunas".

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