Pedro Reis: "Oposição comporta-se como governo"

O primeiro vice-presidente do PSD, Jorge Moreira da Silva, acusa PS de estar a criar "dano" ao país por se deixar chantagear pelo BE em matéria de energias renováveis

Castelo de Vide já não é um conselho de ministros improvisado de verão. Nos últimos cinco anos houve um verdadeiro desfile de governantes nas universidades de verão do PSD, mas agora o partido está na oposição. Mesmo que não se comporte como tal. O presidente do Instituto Sá Carneiro, Pedro Reis, admitiu esta tarde, na abertura da edição deste ano, que "temos em Portugal uma oposição que se comporta como governo e um governo que se comporta como oposição".

Pedro Reis falava aos jovens formandos, dizendo que no exercício de simulação de governo e da oposição - um Parlamento simulado - vão ter mais dificuldades de execução do que os alunos em anos anteriores. O presidente do Instituto Sá Carneiro defendeu que a política portuguesa "precisa de renovação" e que iniciativas como esta universidade podem ajudar a potenciar o aparecimento desses novos rostos.

A universidade decorre até domingo, mas no primeiro dia já se nota menos política. Em vez do vice-presidente, Marco António Costa, que abriu a Universidade de Verão do PSD nos últimos anos - com ataques ao PS e à oposição - e com intervenções marcadamente políticas, este ano regressou Jorge Moreira da Silva que fez um discurso mais centrado no desenvolvimento das cidades.

Mais de combate político, na intervenção de Moreira da Silva, só mesmo a acusação de que "o governo das esquerdas tem como único objetivo resgatar o passado" e que se limita a "conjugar os verbos recuar, resgatar e revogar", dando como exemplo o fim da redução do IRC.

Em matéria de energias renováveis, Moreira da Silva acusa o PS de ceder à "chantagem do Bloco de Esquerda" e que, com a geringonça, o Partido Socialista "está não só a criar dano ao PS, mas também a Portugal".

Na mesma sessão, o reitor Carlos Coelho aproveitou o balanço dos Jogos Olímpicos contando a história do sul-americano Wayd Van Niekerk, que bateu o record do mundo de 400 metros, vingando definitivamente a sua mãe, também sul-africana, Odessa Swarts, que falhou as olimpíadas por culpa do apartheid naquele país. A ideia é alertar os jovens para as vitórias civilizacionais, lembrando o atual problema dos migrantes que morrem no Mediterrâneo em busca de uma vida melhor. Está lançada a universidade de verão deste ano, que terá um refugiado, Nour Machlah, como orador.

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