Passos lamenta chumbo da proposta sobre contratos laborais

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, lamentou hoje que o Governo e os partidos à esquerda recusem "liminarmente" a proposta social-democrata relativa a medidas transitórias de promoção do emprego jovem.

"Não fiquei desiludido. Simplesmente é mau que em alturas de maior crise económica em que o emprego é mais prejudicado, medidas que podem trazer novas oportunidades para o emprego, sobretudo dos mais jovens, sejam recusadas liminarmente apenas porque aparentemente interessa dizer que o que vem da chamada direita não interessa para o país, só o que vem da esquerda", disse.

E acrescentou: "É pena porque temos que ultrapassar esses maniqueísmos. A maior parte dos jovens portugueses hoje enfrenta o desemprego com uma severidade muito maior do que a generalidade da população. São quase mais 23 por cento de jovens que estão desempregados".

O PSD, prosseguiu, preferia que, ao invés de ambicionarem um recibo verde, o horizonte para os jovens desempregados pudesse ser a de "ter um contrato, ainda que não fosse um contrato para toda a vida ou tão firme quanto aqueles que existem hoje".

"O nosso objectivo é que as pessoas possam ver diminuída a sua precariedade e melhoradas as suas condições de trabalho. Mas o mais importante hoje é que existam oportunidades de trabalho. E era nessa linha que a proposta do PSD se apresentava", referiu.

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