Padre encontrado morto terá tentado traqueostomia para respirar

A Arquidiocese de Braga admitiu hoje que o sacerdote terá morrido vítima de insuficiência respiratória aguda. Autópsia realiza-se amanhã.

A Arquidiocese de Braga admitiu hoje, em comunicado, que o padre encontrado morto na sua residência paroquial em Apúlia, Esposende, terá tentado fazer, pelas próprias mãos, uma traqueostomia, numa "tentativa desesperada para conseguir respirar".

Uma traqueostomia é um orifício artificial na traqueia, sendo um procedimento cirúrgico frequentemente realizado em pacientes que necessitam de ventilação mecânica prolongada.

"Tudo nos leva a crer que o sacerdote faleceu vítima de insuficiência respiratória aguda, ou seja, a morte deveu-se a causas naturais", refere o comunicado da arquidiocese.

O comunicado acrescenta que o padre José Miguel Pereira, de 40 anos, teve recentemente problemas de foro respiratório, concretamente uma pneumonia aguda, "que terá conduzido a este desenlace fatal".

"Numa tentativa desesperada para conseguir respirar, o pároco terá tentado fazer, ele mesmo, uma traqueostomia que, infelizmente, não resultou", refere o mesmo comunicado.

O padre foi encontrado na noite de terça-feira estendido no chão da cozinha da residência paroquial de Apúlia, com um golpe de faca no pescoço.

Fonte da PJ disse à Lusa que as investigações ainda decorrem, pelo que neste momento "todas as hipóteses continuam em aberto".

A fonte sublinhou que a autópsia, que se vai realizar na quinta-feira, será um elemento "muito importante" para apurar as circunstâncias da morte.

O padre Zé Miguel, como era conhecido, tinha 40 anos e foi diretor do jornal Diário do Minho, de Braga.

Além de Apúlia, tinha ainda a seu cargo a paróquia de Rio Tinto, também em Esposende.

O funeral está marcado para sexta-feira.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG