Ordem questiona autorização dada ao Hospital da CVP

O bastonário da Ordem dos Médicos questionou o Ministério da Saúde sobre as autorizações especiais que foram dadas ao Hospital da Cruz Vermelha para operar crianças, uma vez que "há capacidade nos hospitais públicos".

"Defendemos o princípio genérico - que o próprio ministro da Saúde também diz defender - que se deve maximizar a capacidade instalada do Serviço Nacional de Saúde (SNS)", disse hoje José Manuel Silva.

Conforme a Lusa divulgou recentemente, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) ignorou a disponibilidade dos hospitais públicos para operarem uma criança com dez meses, tendo autorizado esta operação e mais outras cinco no Hospital da Cruz Vermelha (HCV).

Ao tomar conhecimento deste assunto, o Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) comunicou à ARSLVT, com conhecimento à tutela, "a sua total disponibilidade para, em tempo útil, realizar a respetiva intervenção cirúrgica, bem como qualquer outra que seja necessária a crianças que se encontrem em situação idêntica".

O secretário de Estado e Adjunto da Saúde Leal da Costa respondeu no sentido de garantir que "iria reencaminhar a informação recebida à ARSLVT, para esta tomar as iniciativas entendidas como necessárias e divulgar publicamente que o SNS tem capacidade instalada para resolver todas as necessidades de cirurgia cardíaca pediátrica, nomeadamente através do CHLC -- Santa Marta", segundo este centro hospitalar.

Apesar desta informação, e do protocolo com o HPV estar suspenso, o presidente da ARSLVT optou por dar uma autorização especial para a cirurgia se realizar neste hospital, bem como mais cinco.

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