Oposição pede demissão de Rui Pereira

Os partidos da oposição desafiaram hoje, sexta-feira, no Parlamento o ministro da Administração Interna, Rui Pereira, a assumir a responsabilidade política pelos problemas registados nas eleições presidenciais envolvendo o cartão do cidadão.

Pelo PSD, Fernando Negrão responsabilizou Rui Pereira "pelo impedimento administrativo do exercício de um direito constitucional fundamental, que é o centro do regime democrático", questionando: "Não tira consequências políticas deste caso? Sente-se confortável?".

"Depois de se apurarem as responsabilidades dos serviços e de tirar daí as consequências - a demissão do director geral [da Administração Interna, Paulo Machado] - temos esta matéria colocada no campo da ética da responsabilidade. E o senhor ministro ou tem ou não tem esta ética da responsabilidade: se tem demite-se, se não tem fica na decadência do seu Governo", afirmou a deputada do BE Helena Pinto.

António Filipe (PCP) sublinhou que "o director geral responde perante a tutela, mas é a tutela que responde perante os cidadãos e o que se passou aqui é um problema político e não é ele o responsável político por ele", disse o deputado comunista, que acrescentou que "a responsabilidade do que se passou tem de ser assacada ao Governo".

A deputada ecologista Heloísa Apolónia perguntou de quem é a responsabilidade, lembrando que quer o ministro quer o primeiro-ministro, José Sócrates, "foram os responsáveis políticos que disseram que o sistema não falhava".

Pelo CDS, Nuno Magalhães pediu o acesso aos relatórios de todas as entidades envolvidas no processo, e, dirigindo-se ao ministro, disse: "Se não responder a estas perguntas políticas sobre responsabilidades políticas, se não nos der aceso a estes relatórios, já não tem condições de permanecer no ministério da Administração Interna".

Afirmações proferidas na comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, a pedido do PSD, para discutir as dificuldades relacionadas com o número de eleitor, nas eleições de 23 de Janeiro, um dia depois de ser conhecido o relatório da Universidade do Minho, que concluiu pela "convergência de natureza operacional e de natureza tecnológica".

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