Ofertas de clínicas não param de aumentar

São cada vez mais os espaços como spas, cabeleireiros e ginásios que oferecem tratamentos anticelulite e estéticos. Apesar da crise, a procura por este tipo de produtos não pára de aumentar. O perigo são as "clínicas" com pessoas sem experiência ou formação.

"É indiscutível a proliferação deste tipo de centros. A oferta tem aumentado a nível dos cabeleireiros, spas, ginásios, até anexos junto de piscinas que dizem ser centros de massagens com tratamento estético. Há pseudoclínicas que abrem com empresários de todo o tipo que não estão ligados à medicina. Têm pessoas sem habilitações nem qualificações. É inacreditável e preocupante o que se está a passar", disse ao DN Biscaia Fraga, cirurgião plástico.

Ainda mais preocupante pelo facto de a procura por este tipo de serviços continuar a aumentar, muitas vezes sem que os clientes estejam conscientes das regras básicas de segurança. "Apesar da chamada crise, a procura nesta área vai continuar a aumentar. É um fenómeno quase absurdo. Parece que em tempos de crise as pessoas querem sentir-se bem com elas próprias", afirmou o médico, referindo que, por exemplo, nos Estados Unidos, a área estética tem um acréscimo de 12% a 16% ao ano.

Para o médico é fundamental a existência de uma pessoa credenciada, condições físicas e uma pessoa especializada para assegurar uma esterilização criteriosa dos materiais que serão usados. Pontos nem sempre garantidos em muitos espaços. "Mais vale fazer um tratamento mais caro e com qualidade do que correr o risco de sequelas graves", defendeu.

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