BE defende alívio fiscal para quem tem rendimentos mais baixos

"É expectável e desejável que os escalões do imposto sobre rendimentos sejam ajustados", defende Catarina Martins

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, insistiu hoje na necessidade de "um alívio fiscal" para quem tem rendimentos mais baixos, quer seja através do salário ou da pensão, no próximo orçamento do Estado (OE).

"É expectável e desejável que os escalões do imposto sobre rendimentos (IRS) sejam ajustados", afirmou a líder do BE, acrescentando que é matéria que "faz parte da negociação em curso" com o Governo.

Para Catarina Martins, é necessário diminuir o IRS sobre salários e pensões, bem como criar mais escalões deste imposto, sendo "essencial que o alívio fiscal tenha impacto sobretudo para quem tem rendimentos mais baixos".

"Uma coisa é modelar os limiares dos tetos do IRS até de acordo com o que foi a subida do salário mínimo nacional, outra coisa é a criação de mais escalões. O que precisamos é que, no cômputo geral das alterações ao IRS, haja um alivio fiscal significativo para quem vive do seu salário, da sua pensão", disse.

A coordenadora do BE sublinhou que quem tem "rendimentos relativamente baixos de facto tem hoje uma carga fiscal muito grande, comparada até com [quem tem] altos rendimentos" e que paga "até menos impostos".

"Essa é naturalmente uma das partes do alívio fiscal que é necessário conseguir no próximo OE" para 2018, defendeu.

O Correio da Manhã notícia hoje que o patamar mínimo para a isenção do IRS deverá ser fixado nos 8.850 euros brutos anuais, ou seja, 632 euros mensais.

De acordo com o diário, esta é uma alteração apresentada ao PCP e ao BE nas negociações do OE, e passa por estabelecer o valor em 1,5 vezes o Indexante dos Apoios Sociais (IAS).

A líder do BE falava esta manhã, em Vila do Conde, distrito do Porto, à margem de uma ação de campanha com o candidato do partido à autarquia local na feira.

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