"Objectivo é ser o próximo primeiro-ministro de Portugal"

Na semana em que dois candidatos se perfilam para lutar pela liderança do Partido Socialista, após a demissão de José Sócrates do cargo de secretário-geral, Francisco Assis, o primeiro a avançar oficialmente, não esconde a ambição de vir a liderar um governo socialista na próxima legislatura.

Em entrevista a João Marcelino, director do DN, no Gente que Conta, Franciso Assis, revelou que tomou a decisão de se candidatar a secretário-geral do PS só depois de saber que António Costa não ia nesta eleição. E sublinhou que não faz uma avaliação negativa da governação socialista dos últimos seis anos só porque o partido perdeu as eleições legislativas do passado dia 5 de Junho.

Assis, que foi o mais jovem autarca do País ao dirigir a câmara municipal de Amarante quando tinha apenas 24 anos, quer trazer "gente nova para a primeira linha" do Partido Socialista e admite que havia já um desgaste da governação do PS, o que explica a decisão do eleitorado em atribuir maioria aos partidos de direita. E não admite ser o candidato da continuidade contra António José Seguro, que vinha mantendo uma discreta oposição à liderança de Sócrates.

Referindo-se à actualidade nacional, o candidato a líder do PS defende que o problema da economia portuguesa reside na falta de qualificações e pede entendimento entre as várias forças políticas para uma reforma séria do sistema judicial. Em relação ao Governo PSD/CDS-PP, deseja-lhes "melhor sorte" do que ao Partido Socialista e acusa o partido de Pedro Passos Coelho de ter abordado mal a questão do Presidente da Assembleia da República, cargo que foi oferecido ao ex-candidato a Presidente da República, Fernando Nobre.

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