"O voto no centro é um voto no insulto, na agressão"

O candidato do PS que encabeça a lista por Lisboa teceu hoje duras críticas ao PSD durante um comício na Brandoa, Amadora.

Num comício durante a tarde na Brandoa, Amadora, o cabeça-de-lista por Lisboa do PS endureceu o discurso. Disse que o voto em branco ou nulo é "um voto desperdiçado", um voto nos partidos mais à esquerda é "um voto perdido" e que um voto ao centro "é um voto no insulto, na agressão", contra os benefícios do Estado Social.

"É preciso que toda a gente no domingo vote PS", disse Ferro Rodrigues, dizendo ter "muita honra por estar neste combate" e depois de sublinhar as marcas de sucessivos governos socialistas na área social. Não era para menos, Sócrates e Ferro foram recebidos por centenas de pessoas, sobretudo idosos de vários lares do concelho.

Antes dele, o autarca Joaquim Raposo já tinha garantido aos que o ouviam que é "mentira" que o PS queira congelar as suas pensões de reforma. "O PS garante a todos os reformados com menos de 1500 euros: vocês não vão ter congelamento das reformas, haverá um aumento progressivo", para que "acompanhem o custo de vida". Ou seja, ao nível da inflacção.

Raposo diria mais, que as pessoas "podem estar descansadas com o PS", lembrando o que ele próprio fez no concelho: "refeições de 2ª a 2ª", "uma linha de saúde para todas as pessoas idosas", "pequenas intervenções nas casas, substituindo as chamadas banheiras por polibans", para que os idosos consigam ultrapassar a "barreira" e entrar no banho.

"Não se esqueçam de votar em quem defende os mais desfavorecidos", apelou Raposo.

Sócrates falaria no fim, defendendo a obra socialista sobretudo junto dos mais idosos. A bandeira foi o Complemento Solidário, "que retirou da pobreza 250 mil idosos". "Cada vez que o PS está no Governo melhoram as políticas sociais e diminuem as desigualdades", afirmou o líder socialista. A rede de cuidados continuados e a segurança pública foram outros pontos do discurso (o PSD, disse, "quer retirar dinheiro à Segurança Social para que as pessoas possam aplicar as suas reformas, jogando-as na bolsa").

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