"O País só voltará a crescer se o Estado gastar menos"

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, disse hoje que o país só voltará a crescer se o futuro Governo puser rapidamente o Estado a gastar menos e se "facilitar o investimento dos que criam emprego e riqueza".

"Só poderemos conseguir isso através da economia privada. Não há outra forma de crescer", defendeu, apontando também a necessidade de "o Estado promover a atractividade fiscal e maior simplificação nos procedimentos". "Temos de pôr as finanças públicas em ordem e a economia a crescer, atraindo investimento, chamando as melhores empresas e garantindo que o sistema financeiro consegue disponibilizar recursos para os que sabem aproveitar melhor", acrescentou. O presidente do PSD participou hoje, em Paredes, numa reunião de trabalho com a presença de representantes da Microsoft Europa e da Cisco Europa a propósito do projecto PlanIT Valley que está a ser implementado neste município.

"É um projecto que tem conseguido atrair uma massa crítica muito importante, uma vez que várias multinacionais têm demonstrado um grande interesse", considerou. Falando aos jornalistas à saída da reunião, o líder social-democrata apontou a necessidade de um eventual Governo liderado pelo PSD apostar "numa parceria muito grande" com as empresas, municípios e universidades, "porque são quem pode trazer inovação e acrescentar valor à economia portuguesa". Pedro Passos Coelho lembrou que "em Portugal há muito talento e pessoas muito competentes em áreas que são críticas para o desenvolvimento das tecnologias de informação, engenharia e biogenética".

"Temos várias áreas que são de grande investigação e para as quais nós temos recursos humanos muito bem preparados", observou. O líder da oposição reafirmou também que o país "deve aproveitar os bons exemplos e valorizar todos os municípios ou empresas que se colocaram de acordo, que conseguiram atrair universidades e conhecimento, colocando-o ao serviço do desenvolvimento e da criação de emprego". A propósito do projecto de Paredes, lembrou que Portugal, nesta fase, "precisa de atrair talento e capital e investimento para que as nossas cidades funcionem melhor, que traduzam um espírito de poupança muito maior do que hoje acontece".

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