O colégio seleto não quer ser uma fábrica de fazer notas, mas treina exames

No portuense Colégio de Nossa Senhora do Rosário selecionam-se os melhores alunos e treina-se para os exames

Dentro da sala de aula, os alunos do 12.º ano debatem durante duas horas questões vocacionais e temas políticos. É uma das matérias da disciplina de Seminário de Desenvolvimento Humano que o Colégio de Nossa Senhora do Rosário, no Porto, se orgulha de apresentar como algo único no seu plano curricular aos alunos do secundário.

Noutra das alas do edifício há alunos de outros ciclos em aulas ou a desempenharem alguma das dezenas das atividades extracurriculares que o estabelecimento de ensino disponibiliza. Vestidos com o uniforme do colégio, obrigatório até ao 7.º ano, há quem aprenda guitarra, cante no coro, tenha aulas de ballet ou até quem pratique voleibol ou natação, aproveitando o pavilhão e a piscina.

A realidade do Colégio de Nossa Senhora do Rosário é bastante diferente de uma escola-tipo portuguesa. Habituado a estar nos primeiros lugares da lista das melhores escolas do país, desta vez o estabelecimento de ensino privado, situado numa zona seleta da Avenida da Boavista, atingiu mesmo o primeiro lugar no ranking dos exames nacionais do secundário, com uma média acima dos 14 valores.

Entre os vários fatores para explicar o sucesso, o diretor João Trigo destaca a cultura de exigência que todo o ambiente escolar promove. "Estamos focados na excelência e resultados académicos. Os alunos e familiares pedem-nos isso porque querem ingressar no ensino superior, mas preocupamo-nos também com a formação integral deles enquanto pessoas. Este colégio não é uma linha de fabrico para preparar o sucesso nos exames. Desenvolvemos desde o pré-escolar aulas diárias de inglês há já 17 anos, certificadas por Cambridge, mas também promovemos ações de voluntariado, por exemplo, junto dos sem-abrigo e somos responsáveis por dar explicações aos miúdos no centro comunitário de Ramalde [bairro social próximo]", explica o diretor, que procura desmistificar a ideia de que este é um colégio só de bons alunos: "Temos dezenas de alunos com planos educativos especiais. E integramos um aluno por ano da escola básica de Ramalde. Tivemos dois que fizeram todo o percurso do 5.º ao 12.º ano. São a exceção, naturalmente. A generalidade dos alunos e as suas famílias têm uma ambição académica e capacidade financeira acima da média."

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